Indígenas - Marco Temporal. Foto: Joedson Alves/Agência Brasil

Marcha das Mulheres Indígenas acontece em Brasília

A Marcha das Mulheres Indígenas começará nesta segunda-feira em Brasília, com mulheres indígenas de todo o país reunindo-se para defender os direitos das mulheres e a preservação das culturas indígenas. Com o tema “Mulheres Biomas em Defesa da Biodiversidade através das raízes ancestrais”, a abertura oficial da 3ª Marcha das Mulheres Indígenas ocorre na noite deste domingo.

Em busca de dar continuidade à luta contra o garimpo ilegal, pela demarcação de terras e pela formação política de representação indígena nos espaços de poder, o evento é promovido pela Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (Anmiga). As atividades se concentram no Eixo Cultural Ibero-Americano, na área central da capital federal, e incluem plenárias, grupos de trabalho e ações culturais.

No último dia da marcha, quarta-feira, as mulheres indígenas sairão em uma caminhada pela Esplanada dos Ministérios e terão diálogos com autoridades sobre uma carta de reivindicações que foi entregue anteriormente em uma pré-marcha em janeiro de 2023.

A Anmiga destacou a importância da luta pela demarcação de terras indígenas, afirmando que “ter uma mulher indígena como primeira ministra indígena é afirmar que as mulheres são a cura da terra e a resposta para enfrentamentos à violência de gênero e racismos estruturais, institucionais e ambientais”, em referência à ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara.

Além das representantes indígenas do Brasil, o movimento conta com a presença de mulheres indígenas de outros países como Peru, Estados Unidos, Malásia, Rússia e Nova Zelândia. A presença dessas representantes destaca a universalidade dos problemas enfrentados pelas mulheres indígenas, como acesso à terra, violência de gênero, discriminação e a luta pela autonomia e empoderamento, de acordo com a Anmiga.